Curitiba - O sistema proporcional para eleger os deputados, adotado no Brasil, dá margem para que algumas regiões fiquem sem representatividade no Poder Legislativo, que tem como funções básicas elaborar leis e fiscalizar o Executivo.
O sistema proporcional funciona, resumidamente, da seguinte maneira: cada estado tem uma bancada com um número determinado de deputados. No caso do Paraná, são 54 estaduais e 30 federais. Os candidatos concorrem em todo o Estado. São apurados quantos votos cada partido somou e são atribuídas cadeiras a esses partidos, proporcionalmente ao número de votos obtidos. São eleitos então os mais votados de cada legenda partidária até que se preencha o número de cadeiras atribuídas ao partido.
Já o voto distrital, adotado em outros países, funciona de forma bem diferente. O país ou o estado é dividido em distritos eleitorais - regiões com mais ou menos a mesma população. Cada distrito elege um deputado e, assim, completam-se as vagas no parlamento.
Na opinião do cientista político Alexsandro Eugênio Pereira, do UnicenP, o voto distrital poderia representar melhor a vontade da população de um determinado local. Mas o professor pondera que mudar o sistema esbarraria na vontade dos partidos. Hoje, quem sai ganhando com o sistema são os partidos maiores, melhor estruturados, por isso mudar para o voto distrital não seria interessante.
O professor avalia como positivas as campanhas como a da Associação Comercial de Campo Mourão e da própria Jusiça Eleitoral, para que o eleitor valorize seu voto, não anule e vote com consciência, qualquer que seja sua ideologia partidária. (M.M)

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