Voto de minerva de novo
Matérias mais polêmicas, ante o divisor já estabelecido entre os ministros do STF, acabam em decisão por voto de Minerva, e isso se deu agora com a imprescretibilidade das ações de ressarcimento dos cofres públicos. Como nos casos da prisão pós condenação de segunda instância, no habeas corpus de Lula e na liberação do ensino religioso em escola pública houve esse acirramento de opiniões. Como um bumerangue, há todas as condições para reencontro do plenário com nova e dramática votação da prisão pós segunda instância. Sabe-se que o voto de Rosa Weber mudou, mas na última vez ela se rendeu à "colegialidade", ao fato de a jurisprudência ser recentíssima.

Já o aumento de 16,4% nos salários foi decidido por 7 a 4, um consenso prévio. O teto do funcionalismo pode ir para R$ 39,3 mil, apesar do caixa estourado como nunca. Uma ironia num momento em que se ameaça cortar tudo na área de ciência e pesquisa, como se viu ontem e anteontem no agito nas universidades.

Mais tempo ganha?

Nem sempre, mas no mínimo ajuda a questão do tempo no rádio e na tv. O centrão pode adernar Geraldo Alckmin à direita, mas terá a metade do fundo eleitoral (R$ 1,72 bi) e com 44% do tempo. Regionalmente, Cida fica com pouco mais de tempo do que Ratinho, sobrando 1 minuto para João Arruda e pouco menos para Rosinha. É por essa divisão desigual que se crê no nivelamento possível pelos debates como o de ontem da Band.

Pró Lava Jato

Dois candidatos presidenciais se abraçaram na Lava Jato como bandeira de luta: Alvaro Dias e Marina Silva (Rede). Abertamente, contra ninguém irá, mas Alvaro é menos discreto do que Marina ao apostar no fluxo judicial como fator até depuratório. Maioria conspira no silêncio ou regougando xingamentos contra Sergio Moro.

Fernanda

O que menos se esperava aconteceu: Fernanda Richa tirou o time e num momento em que mais se impõe a aliança Beto Richa e Cida à falta mesmo de outra alternativa. Fernanda é ativíssima como cabo eleitoral e certamente se engajará nas campanhas do filho e do marido.

Identificação

Passado o sufoco das dificuldades para emitir carteiras de identidade, o Instituto de Identificação fechou os escritórios descentralizados dos bairros do Bacacheri e do Portão, em Curitiba, e aposta nas operações das ruas da cidadania municipais.

Academia fechada

O Conselho Regional de Educação Física fechou ontem uma academia em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, de grande movimento e que não tinha profissionais da área na administração do espaço e muito menos alvará.da prefeitura.

Turismo
Para consolidar o fato de que o Natal como é festejado na capital merece figurar, como se sabe, no Calendário Nacional de Turismo, a prefeitura de Curitiba, além da celebração do Palácio Avenida a cargo do Bradesco e projetada nacionalmente, buscará maior adesão da iniciativa privada e de estímulo a decorações em casas e jardins. Só no Palácio Avenida haverá manifestações entre 30 de novembro e 16 de dezembro.

Uber em foco

A convicção dominante no Paraná é que aplicativos como Uber, Cabefai e 99 não sobreviverão a qualquer sinal de reação na economia brasileira, já que esse tipo de ocupação decorre de falta de oportunidade. Além do mais, em escala mundial aos poucos a regulação do tema avança e o governo de Nova York aprovou lei que suspende a concessão de novas licenças para veículos do Uber e serviços semelhantes por um ano e prevê remuneração mínima a taxistas. Como se vê o cerco vai se fechando.

Lipoaspiração

Exigências modernas como a da biometria devem ser a causa eficiente do enxugamento de boa parte do eleitorado: no Paraná foram cancelados, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 1 milhão e 206.379 títulos de eleitor (em Curitiba 179.493) de um total hoje habilitado a votar de 7 milhões, 975 mil e 559.

Paraná firme

Governos de um modo geral fazem marketing com o aproveitamento dos seus dados macroeconômicos. Beto Richa o fazia sistematicamente e ainda com o fundamento teórico da parte do Ipardes. Pois agora em julho o Paraná brilhou de novo e hegemonicamente na questão industrial com aumento de 28,4% em relação a maio-junho, alcançado pela sinistrose do caminhonaço. De janeiro a julho há um ganho de 1% e no ano uma alta de 9,7%.

Folclore

Chiquinho Deliberador, político de Ibiporã, assume uma diretoria do Porto de Paranaguá e o avisaram que chegando lá acabaria ganhando um apelido. Ele tinha um desvio num dos olhos e virou "olho de garoupa", peixe aliás muito apreciado.

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