Voto de Dornelles em Alckmin espanta Marta
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terça-feira, 03 de outubro de 2000
Elizabeth Lopes Agência Estado De São Paulo 
A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou ontem à noite que ficou espantada com as declarações do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, que, apesar de ser do mesmo partido de Paulo Maluf (PPB), disse ter apoiado Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno das eleições em São Paulo. Para o Maluf, isso é constrangedor, reiterou.
Depois de se reunir na tarde de ontem, em sua residência, com voluntários de sua campanha, a candidata encontrou-se, no início da noite, no diretório municipal, com vereadores eleitos pela coligação do PT para a Câmara. Ao contrário da irritação demonstrada durante a tarde, em razão de ter sido seguida por jornalistas em um compromisso particular, Marta chegou para a reunião com os vereadores muito sorridente e dizendo-se orgulhosa de São Paulo ter escolhido uma Câmara governável.
Segundo Marta, a renovação da Câmara Municipal é uma resposta contundente dos eleitores e eleitoras de São Paulo à corrupção e a práticas corruptas de Paulo Maluf e Celso Pitta (PTN). Os vereadores do meu partido foram incansáveis lutadores contra essa corrupção generalizada e, por isso, foram o esteio que levou à renovação da Casa, disse.
Segundo a candidata, seu marido (o senador Eduardo Suplicy) disse que conversou com o também senador Romeu Tuma (PFL) e este lhe garantiu que está solidário não ao partido, mas à campanha do PT. É um apoio individual de alguém que respeita o patamar de votos em torno de 40% e uma proposta ética de governo., afirmou Marta.


