Voto contra CPI da corrupção trouxe desgastes
Curitiba - Em Brasília, dois momentos marcaram a atual legislatura da Câmara dos Deputados. O primeiro foi a tentativa de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a corrupção no governo federal. A segunda foi a votação que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A criação da CPI da Corrupção foi um dos poucos momentos em que alguns deputados paranaenses não seguiram o voto de seus partidos. O atual candidato ao Senado pelo PT, Flávio Arns, acabou abandonando o PSDB na ocasião. ''Houve uma pressão muito grande em cima dos deputados e senadores que assinaram a lista para instalar a CPI. A situação no PSDB ficou insustentável para mim'' comenta Arns.
Além do então tucano, apenas cinco dos 30 deputados federais paranaenses foram favoráveis a criação da comissão: Dr. Rosinha (PT). Padre Roque (PT), Gustavo Fruet (PMDB), Affonso Camargo (PFL) e Rubens Bueno (PPS). O deputado Oliveira Filho (PL) chegou a assinar a lista, mas retirou seu nome dias depois.
Já na votação da alteração na CLT, que foi marcada pelo tumulto nas galerias do Congresso, os deputados paranaenses seguiram em geral a decisão das lideranças dos partidos na Câmara. A exceção foi o PMDB, dividido entre a oposição e o apoio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: Gustavo Fruet, José Borba e Osmar Serraglio foram contra a alteração na CLT, enquanto Hermes Parcianello e Moacir Micheletto votaram a favor da mudança. Dr. Rosinha (PT). Padre Roque (PT), Rubens Bueno (PPS) e Oliveira Filho (PL) completaram os votos da bancada paranaense contra a flexibilização da CLT.
Como as votações ocorreram a pouco tempo das eleições, sindicatos e partidos de oposição ainda aproveitam o ocorrido para cutucar os parlamentares governistas. Páginas na Internet e jornais internos circulam trazendo listas com o nome dos deputados que defenderam os temas impopulares.(R.S.)





