A posição dos deputados em relação à venda da Copel gerou, além de conflitos com a chefia do Executivo paranaense, problemas com as direções dos partidos.
A bancada do PSB, por exemplo, faz parte da base de sustentação ao governo estadual, mas a direção nacional do partido se coloca contra a venda das empresas do setor elétrico. Os três deputados do PSB são contados pela liderança do governo como votos contra o projeto popular.
O descompasso entre as diretrizes nacionais e o cenário político local causou desconforto ao único integrante do PSC no Legislativo, Miltinho Puppio. Ontem, ele avisou que vai pedir desfiliação da legenda. O presidente estadual do partido, Giovani Gionédis (ex-secretário da Fazenda de Jaime Lerner), é contra a venda e ameaçou expulsar o deputado se ele votar a favor.
O deputado Divanir Braz Palma (PST), que se define como ''um privativista desde criança'', também bate de frente com a orientação do partido. Ele é autor do projeto que suspende o processo de venda por 90 dias, mas deve ajudar a base governista a derrubar o projeto popular, segundo o líder do governo, Durval Amaral (PFL).
O problema atinge também as fileiras da oposição. Os oposicionistas suspeitam que deputados do PSDB votem com a bancada governista, apesar da direção estadual do partido determinar que os parlamentares se coloquem contra a venda.

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