Votações polêmicas mexem com deputados
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba - Continua gerando polêmica a votação do novo Regimento Interno da Assembléia Legislativa. Ontem, os deputados estaduais apresentaram mais uma série de emendas ao projeto, adiando a aprovação das normas que irão reger o funcionamento da Casa nos próximos anos.
Uma das propostas mais polêmicas incluídas no texto que tramita na Assembléia é a fixação do quórum necessário para votação pela presença dos deputados no início da sessão. O artigo prevê que mesmo que algum deputados saia do plenário seu voto seja computado como sendo ''em branco''. Isso impossibilitaria a manobra de esvaziar o plenário, utilizada pela oposição para evitar a apreciação de matérias contrárias ao seu interesse. Atualmente, são necessários pelo menos 28 deputados no plenário para que qualquer matéria seja votada. A bancada de oposição apresentou ontem uma emenda alterando o artigo. ''Isso é um absurdo jurídico. Dessa maneira, a oposição vira apenas uma marionete no plenário. Tudo que a bancada do governo precisa fazer é vir aqui e responder presença no início da sessão, sem precisar acompanhar o projeto depois'', comentou Durval Amaral (PFL).
Outra emenda que chamou a atenção foi apresentada pelo deputado Antônio Anibelli (PMDB): cada deputado pode renunciar ao pagamento de salários ou vantagens caso seja do seu interesse. A iniciativa tem especial relevância com o esperado ''efeito Severino'': o aumento em cascata do salário dos membros das Assembléias e Câmaras de Vereadores com o reajuste do salário dos deputados federais defendido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti. (R.S.)


