Votação sobre recesso é adiada mais uma vez
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quinta-feira, 11 de maio de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Nem 30, nem 55, muito menos 45 dias mas 40. Em quatro meses desde que o assunto foi trazido à tona, a Câmara de Vereadores de Londrina recebeu ontem o quarto substitutivo ao projeto de emenda à Lei Orgânica que propõe a redução do recesso parlamentar, atualmente em 90 dias.
Dessa vez, a alteração à matéria que defendia os 55 dias foi apresentada pelo vereador Henrique Barros (PMDB), que mês passado foi um dos que mais combateram o substitutivo que pedia apenas 30 dias sem sessões ordinárias. Na ocasião, o peemedebista, de família tradicional em Londrina, saiu em defesa dos 55 dias alegando que, em 30, não teria tempo para cuidar das próprias fazendas de gado.
Ontem, contudo, Barros mudou o discurso e adotou o de que 40 dias estão de bom tamanho: janeiro todo, mais 10 dias em julho. ''O mundo pecuário exige a presença da pessoa que está nesse meio. Eu tento não faltar (às sessões), e em julho, com 10 dias, realmente posso trabalhar na iniciativa privada sem me ausentar do plenário'', argumentou. Questionado se a posição não confunde recesso e férias, porém, o parlamentar explicou: ''O vereador tem que ter um período para seus afazeres não tem como ter dedicação 100% do dia, 100% do horário, 100% do ano. O tempo de 40 dias é um meio termo: 10, mais os 30, assim como o resto da população nos 30 dias no ano'', definiu.
O prazo para que a diminuição caso de fato seja aprovada, após um consenso do recesso passe e vigore já para o meio do ano está apertada. Para tal, os parlamentares precisam votar em segundo turno e ainda mudar o regimento interno da Casa antes de 1º de julho. Se dá tempo? O presidente do Legislativo, Orlando Bonilha (PL), acredita que sim. ''É prerrogativa de cada um apresentar os substitutivos, mas creio que, como tempo que resta, dá para implantar a redução já este semestre, sim'', garantiu.
A proposta de Barros segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem sete dias para emitir parecer.


