Votação poderá definir nome do PSDB ao Senado
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PSDB do Paraná poderá ir à votação interna para decidir seu candidato à vaga de senador na disputa de 2010. Além do deputado federal Gustavo Fruet (PSDB/PR), o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB/PR) confirmou ontem que também colocou seu nome para disputar o pleito ao Senado. ''Estamos com sobra de candidatos e tudo indica que teremos só uma vaga para o PSDB. Mas é melhor ter mais do que ter menos'', justifica ele, cuja base eleitoral se concentra na região Oeste do Paraná. ''Acho que tenho que colocar meu nome para ver a reação. Temos que ir para a convenção ao menos com certa consistência'', diz o tucano.
Em entrevista durante sua visita à Assembleia Legislativa, em Curitiba, Kaefer também fez uma análise sobre o cenário para a disputa ao governo do Estado, indicando que o ''sentimento da maioria do PSDB'' é de apoio à candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), ao Palácio das Araucárias. ''Há um indicativo da base e dos meus eleitores que a coisa tende mais para o Beto do que para o Alvaro Dias (PSDB). As pessoas têm demonstrado um ambiente mais pró-Beto'', afirma.
Kaefer lembra, contudo, o acordo que define que o nome tucano para o Executivo só sairá em pesquisas de opinião pública. O acordo foi anunciado pelo senador Alvaro Dias no dia 14 de setembro último. Em relação à aliança do PSDB com o PDT do senador Osmar Dias, Kaefer foi enfático: ''Há muito tempo, nós não discutimos mais dentro do partido a possibilidade de não ter candidatura própria. Tenho claro que uma aliança com o PDT só poderia ser firmada com o PSDB como cabeça de chapa''.
PDT + PT
Mas, enquanto o PSDB mantém a tese de candidatura própria, o pedetista Osmar Dias continua sem ''bater o martelo'' com o PT. Ontem, na reunião entre as cúpulas estaduais do PT e PDT, não houve acordo concreto. ''É muito difícil consolidar uma aliança entre PT e PDT. Porque é muito cedo. Eu senti que vai demorar um pouco mais para a aliança se confirmar'', disse o deputado estadual Péricles de Mello (PT). Ao ser questionado sobre os empecilhos, Péricles admitiu que há ''contradições'', mas não entrou em detalhes. ''O PT tem uma noção clara que a Gleisi Hoffmann (presidente do PT no Paraná) é a nossa candidata ao Senado. E o PP (que pode apoiar Osmar Dias) também tem candidato à vaga (Ricardo Barros, presidente do PP no Paraná)'', cita ele.
Péricles também reforçou o discurso oficial do PT no qual a legenda também coloca nomes dos próprios quadros (o ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti e a secretária estadual Lygia Puppato) para disputar o governo do Estado. ''O PT não pode ficar refém de uma aliança'', diz.


