Votação paralela demonstrará lisura de urnas
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domingo, 12 de setembro de 2004
Vânia Casado<Br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pela segunda eleição consecutiva, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai realizar a votação paralela em todo o País, para demonstrar ao eleitor a lisura das urnas eletrônicas no processo eleitoral. A votação paralela é uma votação simulada com votos reais que acontece no dia da eleição para demonstrar a confiabilidade das máquinas. Na sexta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná fez demonstração como vai funcionar a votação paralela no Estado para os representantes dos partidos políticos.
De acordo com o juiz eleitoral e presidente da Comissão de Auditoria da Votação Paralela do TRE do Paraná, Luis Carlos Xavier, a intenção é mostrar para o eleitor de que os boatos de que as urnas estão programadas para determinado eleitor ou que engolem os votos, ''não passam de boatos'' e que as urnas não podem ser violadas. ''O que for colocado nas urnas eletrônicas é o que será apurado no final do processo de votação'', afirmou.
O processo de votação paralela vai conjugar as duas modalidade de votação, a manual e a eletrônica. No Paraná, serão sorteadas quatro urnas, sendo uma em Curitiba e três no Interior para serem auditadas. Outras 15 urnas também serão sorteadas, mas serão auditadas somente se os partidos políticos quiserem. Se houver segundo turno e tudo indica que haverá nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, vai ter novo sorteio de uma sessão por município.
A votação paralela vai começar na véspera das eleições, no dia 2 de outubro. Ainda no sábado, funcionários dos partidos políticos, de organizações não governamentais (ONGs) e escolas deverão preencher cédulas indicando seus candidatos como se fosse uma eleição manual normal. Deverá ser preenchido um mínimo de 500 cédulas por urna.
No dia 3 de outubro, dia da eleição, as urnas de lona serão levadas à sede do TRE do Paraná, em Curitiba, acompanhadas por um membro da Polícia Federal (PF) e fiscais de partidos. Em seguida, o voto manual será transferido para as urnas eletrônicas também à vista de fiscalização. Cada voto que consta da cédula manual será aberto na vista de todos, registrados por três câmeras estrategicamente instaladas e depois transferidos para a urna eletrônica. No final do processo, a máquina eletrônica emite um BU (Boletim de Urna) que deve demonstrar o mesmo resultado da urna manual.
De acordo com Xavier nas eleição de 2002, primeira vez que foi feita a votação paralela, o resultado foi 100% de coincidência.


