A votação de anteontem na Câmara, sobre o plebiscito da Sercomtel Celular, abriu crises internas no PPS e no PDT. Vereadores dos dois partidos votaram contra a orientação das siglas e a rebelia pode causar a expulsão. Ontem, o presidente do diretório local do PDT, Barbosa Neto, adiantou que encaminhará ao Conselho de Ética a abertura de um processo de expulsão de Orlando Bonilha, que votou contra o plebiscito.
‘‘O vereador demonstrou que não está alinhado com as idéias do partido. Temos que seguir uma conduta de coerência programática e partidária’’, criticou Barbosa. Bonilha se defendeu atacando. ‘‘Eu estou no PDT há mais de dez anos e ele (Barbosa) entrou agora, para disputar eleição. Então eu pergunto: qual é a condição ideológica de quem pulou de galho?’’
No PPS a clima não é mais ameno. Antes da votação, o vereador Félix Ribeiro recebeu uma carta do partido reiterando que o parlamentar deveria votar contra o plebiscito. Ele fez o contrário. ‘‘Eu ia votar com o partido, mas, na hora, a platéia se manifestou e eu me emocionei. Meu pai morreu há 30 dias e discuti o projeto com ele. Votei de acordo com minha consciência’’, justificou.
O presidente do PPS em Londrina, Dalcy Mendes, não se conformou com a posição do vereador. ‘‘Foi um muito grave. Será que ainda poderemos contar com ele em outras votações?’’ Ele disse que irá contatar o diretório estadual para discutir uma eventual sanção contra o parlamentar.

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