Votação do mínimo dá cargos a apadrinhados
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terça-feira, 16 de maio de 2000
Agência Estado De Brasília 
O Palácio do Planalto suavizou o discurso da retaliação aos rebeldes da base aliada que votaram contra o salário mínimo de R$ 151. Em vez de usar o Diário Oficial para demitir apadrinhados dos dissidentes, vai mostrar que está reconduzindo aos cargos os afilhados dos parlamentares que recuaram da rebelião e acabaram votando com o governo.
A iniciativa deve premiar os deputados Robson Tuma (PFL-SP) e Franciscone Pinto (PMDB-BA). Numa demonstração preventiva de autoridade, o governo demitiu, antes mesmo da votação, os apadrinhados de Franciscone e Tuma na delegacia federal do ministério da Agricultura na Bahia,e na superintendência paulista do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), respectivamente. Diante da pressão bem sucedida, o Planalto quer rever estes casos.
Um dos líderes do governo no Congresso adverte, porém, que
a boa vontade não significa que o Planalto descartou por completo a idéia da punição. Não poderíamos, diz o líder, ao salientar que é a própria base aliada que reclama tratamento diferenciado aos que foram para o sacrifício, acompanhando o governo nos R$ 151. Os líderes estão exigindo isto, com medo de perder o controle sobre seus próprios liderados, justifica um interlocutor do presidente Fernando Henrique Cardoso.


