Devido ao alto índice de votos alcançado por Geraldo Alckmin (PSDB) no Paraná, o governador licenciado e candidato à reeleição pelo PMDB, Roberto Requião, deverá se manter neutro e não apoiar oficialmente a campanha de segundo turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.
A cúpula do PMDB do Paraná se reuniu ontem à tarde para definir o teor do pronunciamento que seu presidente estadual, deputado Dobrandino da Silva, daria hoje pela manhã, em entrevista coletiva, acerca das alianças do partido no segundo turno. Por volta das 19h, foi comunicada a suspensão da entrevista e não foi agendada outra data.
De acordo com o deputado federal do PT, Dr. Rosinha, a direção do partido procurou o governador na terça-feira. ''No primeiro turno, ele apoiou a Gleisi (Hoffmann, candidata ao Senado pelo PT), mas agora, com alto índice de votos alcançado pelo Alckmin no Estado, o Requião parece não querer apoiar nem um nem outro'', disse o deputado.
A Folhapress apurou que, durante a reunião, Requião teria liberado seus correligionários para apoiar a quem quisessem e que ele teria uma conversa por telefone com o presidente Lula ainda ontem à noite. Contudo, o governador do Paraná pretende mesmo permanecer em cima do muro.
Houve uma divisão no PMDB paranaense que, a princípio, formalizaria uma aliança com o PSDB. A aliança, contudo, foi anulada em julgamento no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná. Por três votos a dois, os juízes acolheram a posição da executiva nacional do PSDB, que considerou a união estadual contrária ao interesse nacional do partido: a eleição do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
Como Requião já havia apoiado Lula em 1998 e em 2002, Tasso Jereissati pediu seu cancelamento, a despeito da decisão dos tucanos paranaenses, dizendo que ela contrariava ''a diretriz nacional do partido''.

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