Curitiba - Ontem o clima estava ruim entre o presidente do PT-PR, deputado André Vargas, e os quatro deputados do seu partido que se ausentaram para não participar da votação da PEC que coíbe o nepotismo na última terça-feira. ‘‘São pessoas com fraqueza de caráter. Estão agindo como vassalos do governador. Ele traíram o povo’’, afirmou Vargas. Segundo o presidente do PT-PR, a bancada petista se reuniu na terça-feira de manhã e por cinco votos a quatro (a bancada possui nove deputados) fecharam questão para votar a favor da PEC apresentada pelo deputado Tadeu Veneri (PT). E faltaram apenas quatro votos para que a PEC fosse aprovada. O PT-PR ainda vai estudar se cabe punição aos deputados.
  Dos quatro deputados, apenas Ângelo Vanhoni e Natálio Stica compareceram ontem à sessão e justificaram a ausência. Hermas Fonseca e Pedro Ivo Ilkiv não declararam nada sobre o assunto. Stica afirmou que considerou a PEC de Veneri fraca e que é favorável a votar somente uma medida mais restritiva. O deputado criticou seu partido que, segundo ele, está indo a reboque da oposição. Apesar do mal-estar dentro do PT, o deputado, que já foi líder do governo do Estado na Assembléia Legislativa, nega possibilidade de deixar o PT.
  Vanhoni, que é líder do partido na Assembléia, afirmou que saiu do plenário durante a votação em função da falta de consenso entre as emendas apresentadas por Veneri e pelo governador Roberto Requião (PMDB). Tanto Vanhoni quanto Stica votaram ‘‘sim’’ à PEC de Veneri no primeiro turno, que aconteceu no último dia 29 de março. (A.B.)

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