Curitiba - Governo e oposição já começaram a contabilizar os votos para a apreciação da mensagem do governo que transforma a Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater) em uma autarquia. A mensagem está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e deve ser apreciada na semana que vem.
Hoje, representantes dos funcionários da empresa pública e do governo reúnem-se para tentar chegar a um acordo em relação ao texto final da mensagem. O nó da questão encontra-se no sistema de pagamento de salários da Emater, que difere do praticado para os servidores do quadro próprio do Estado. Por ser uma empresa pública, a Emater paga seus funcionários no regime da CLT, e seus empregados têm direito a dissídios e reajustes diferentes dos aplicados aos demais servidores.
Embora os servidores tenham acenado com a possibilidade de renunciar a alguns reajustes em troca do arquivamento do projeto, o governador Roberto Requião já afirmou que não irá desistir da autarquização. Segundo Requião, o sistema salarial da Emater tem gerado uma enxurrada de ações trabalhistas contra o Estado.
O líder do governo na Assembléia, Dobrandino da Silva (PMDB), acredita que conseguirá a maioria para garantir a autarquização. ''É a medida certa a se tomar, e até alguns deputados da oposição concordam com isso. Temos que estancar essas ações trabalhistas e uniformizar os salários dos funcionários da Emater, que apresentam muita disparidade. Acredito que conseguiremos aprovar o projeto'', comentou Dobrandino.
Já a oposição conta com uma vitória apertada sobre o governo. Ontem, os nove deputados da oposição fecharam questão sobre o tema e irão votar contra a mensagem do governo. ''Estamos ainda aguardando o posicionamento do PPS e de outros parlamentares que embora normalmente votem contra o governo são contra a autarquização. Imagino que tenhamos uns 22 votos pelo menos. O fiel da balança deve ser mesmo o PT, que ainda não se decidiu como irá conduzir a questão'', comentou Durval Amaral (PFL). Dos 54 deputados estaduais, nove são do PT.
Segundo o líder do PT na Assembléia, Tadeu Veneri, o partido ainda não decidiu como irá encaminhar a questão. ''Vamos esperar a reunião do governo com os servidores e depois discutir com a bancada. Não sei ainda se iremos decidir por fechar questão em torno do assunto ou deixar que cada deputado vote como entender melhor'', ressaltou Veneri.

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