Votação da Copel é ''divisor de águas''
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de agosto de 2001
Maria Duarte<BR>De Curitiba 
A base de sustentação ao governo na Assembléia Legislativa sofreu drástica redução este ano, por conta da falta de dinheiro do Estado para bancar investimentos nas bases eleitorais dos deputados e do tratamento dispensado aos aliados considerado insatisfatório pelos próprios deputados da base. A briga política em torno da venda da Copel agravou ainda mais o quadro. O Palácio Iguaçu definiu como ''divisor de águas'' o posicionamento dos parlamentares em relação ao projeto popular, que cassa a autorização para o Executivo vender os 31% de participação acionária que detém da companhia de energia. A cúpula do governo já avisou que os contrários à venda serão excluídos da base. Por sua vez, os deputados afirmam que não temem retaliações.
No final do ano passado, a base tinha 40 deputados. Hoje, são entre 28 e 30. Mesmo diante desse cenário, o líder do governo, Durval Amaral (PFL), prefere manter o otimismo. ''Continuamos com a maioria, e a oposição com a minoria'', resumiu. ''Vamos nos preocupar com as novas baixas a partir de amanhã (hoje)'', acrescentou. ''O governo não escolhe retirar ninguém da sua base de apoio. Quem escolhe é o deputado'', avaliou Amaral.
A oposição não acredita que possa contar com os votos de aliados em outros projetos, e sabe que o governo vai precisar do voto deles posteriormente. Os oposicionistas avaliam que o projeto da Copel recebe tratamento diferente porque ''puxa votos''.


