Votação começa cedo para driblar jogo da Seleção
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), abre a sessão de hoje às 10h, para começar mais cedo a votação da reforma da Previdência e escapar da ameaça de quórum baixo à noite, quando será transmitido o jogo de futebol Brasil x Argentina. Vamos votar na pressão, resumiu o líder do PSDB, deputado Aécio Neves (MG). A decisão de apressar a votação, num esforço organizado para durar apenas um dia, exigiu do governo uma mobilização extra. Ontem à noite, aconteceria reunião no Ministério da Previdência de Waldeck Ornelas, com a presença de todos os líderes aliados e o reforço do ministro peemedebista dos Transportes, Eliseu Padilha. Os líderes pretendem mapear os votos de cada bancada e os focos de resistência.
A disposição do presidente Fernando Henrique Cardoso de pedir votos e ouvir reivindicações não muda a decisão de que os pontos polêmicos da reforma são inegociáveis. Para reforçar o argumento dos líderes, Fernando Henrique apresentou aos aliados, na reunião de ontem no Palácio do Planalto, pesquisa mostrando que 77% dos brasileiros desejam que essa reforma seja votada o mais rápido possível.
A Previdência não vai tirar votos de ninguém, endossou o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (foto). Não é o recado que os deputados estão recebendo das bases, contestou o deputado José Genoíno (PT-SP). O petista compareceu e discursou na sessão em homenagem ao deputado Luís Eduardo Magalhães, mas fez questão de deixar claro que continua adversário do governo. O Planalto terá de buscar votos em sua base, desafiou.
A base governista está motivada e existe uma predisposição para votar, argumentou no final da tarde o líder do PTB, deputado Paulo Heslander (MG), depois mostrar, mais cedo, incerteza do sucesso de uma votação nesta semana. Todos os líderes estão otimistas.





