Vosniak é novamente afastado da Prefeitura de Reserva
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quarta-feira, 06 de julho de 2016
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
O prefeito de Reserva (Centro-Oriental), Luiz Carlos Vosniak (PT), foi afastado judicialmente do cargo pela segunda vez neste ano, no processo por suposto ato de improbidade administrativa. Conforme o novo pedido apresentado pelo Ministério Público (MP) do Paraná, Vosniak teria descumprido acordo firmado em audiência de conciliação, homologado pela Justiça, no mês de março, quando já completava cerca de 30 dias longe do Executivo.
O juiz da Vara Cível de Reserva, Eduardo Ressetti Pinheiro Marques Vianna, acatou os argumentos do MP e "renovou" a ordem contra o prefeito, que deverá ficar afastado por 60 dias, prorrogáveis por igual período. O prefeito fica, ainda, impedido de entrar no prédio da administração municipal no primeiro mês. O Executivo está sob o comando do vice, Germano Barbosa (PSC).
Vosniak teria feito contratações de servidores comissionados de maneira indiscriminada, favorecendo, inclusive, a nora dele, o que se configura como nepotismo. Concursos abertos pela prefeitura teriam multiplicidade de cargos idênticos e indícios de direcionamento. Relata o MP na ação civil pública, assinada pela promotora de Justiça Simoni Berci Francolin, que, após retornar ao cargo, Vosniak teria ampliado sem pareceres jurídicos, o número de vagas em concurso público um dia antes da divulgação do resultado.
A medida beneficiou a nora do prefeito, que foi classificada em sexto lugar, porém, com a alteração pontual, ela "passou a ser considerada como aprovada, encontrando-se, agora, dentro do número de vagas existentes". Narra, ainda, o MP que Vosniak chegou a trancar as portas do prédio da prefeitura, impedindo o livre acesso do público e dos funcionários para, supostamente, evitar a saída de documentos, depois do acordo feito em março.
Segundo o magistrado, as ações do prefeito "lançando mão de expedientes legislativos para atingir fins escusos é de tal proporção que chega a não ser crível para o homem comum". Na decisão publicada na última sexta-feira, Vianna afirmou que a prefeitura se tornou "um reduto de atos sem cunho público, isto é, tratando de interesses particulares como se públicos fossem, legislando em busca de benefício caseiro". O juiz cita, ainda, a situação econômica da cidade de Reserva, "que vem convivendo há anos nos últimos lugares em pesquisa de IDH no Estado, 396º de 399º".
Vosniak não atendeu o celular e também não retornou a ligação. O advogado dele foi procurado, mas não estava no escritório, que fica em Curitiba.


