Von Holleben já respondeu por denúncia-crime
O juiz Luiz Setembrino Von Holleben é o mesmo que respondeu por denúncia-crime feita pelo Ministério Público do Paraná, em abril de 1989. Apontado como envolvido na morte do promotor de Ortigueira Francisco Cavalcante, o juiz que hoje atua em Ponta Grossa foi absolvido por falta de provas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em junho de 96. Em outubro do mesmo ano o processo foi devolvido para a Justiça do Paraná, que o arquivou.
A ação contra Von Holleben, transferido logo após o incidente para Marechal Cândido Rondon, foi instaurada pelo então procurador-geral de Justiça, Carlos Augusto Hoffmann. O promotor foi baleado no gabinete do juiz, após o expediente no fórum de Ortigueira. Von Holleben se defendeu alegando que limpava a pistola semi-automática e que o disparo foi acidental.
As versões no período de inquérito foram conflitantes. O delegado da Polícia Civil, Ricardo Noronha, que acompanhou a perícia do caso, atestou na época que o promotor havia levado tiro a queima-roupa. Um novo laudo de peritos independentes apontou resultado diferente, o que levou ao arquivamento do processo na fase final.
A movimentação processual com todas as fases da denúncia-crime integram uma página na Internet. O ministro-relator do STJ que deu o caso como encerrado foi Willian Pattersun. Von Holleben contratou como defensor o criminalista Élio Narezi.





