O presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR), Nestor Baptista, disse ter estranhado o volume de contratos de terceirização firmados pela Prefeitura de Londrina desde o ano passado, bem como o quanto isso representa no orçamento do Município.
Essa foi a primeira manifestação do conselheiro desde a conclusão de um relatório feito por técnicos da Diretoria de Contas Municipais (DCM) do TC. O estudo, concluído em 20 de junho passado e resultado de uma inspeção externa, apontou irregularidades em 10 contratos da administração direta e da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). No documento, os técnicos concluíram que o Município tem priorizado a terceirização em ''detrimento ao quadro próprio de servidores efetivos'', com eventuais - e ilegais - desvios de função, caso das merendeiras do município, substituídas por terceirizadas. A Prefeitura nega irregularidades nos contratos e alega que os terceirizados são usados apenas em atividades-meio, como forma de baratear custos e ''otimizar serviços''.
''Houve recurso da Prefeitura e envio de farta documentação para justificar o porquê dessas contratações. A DCM já se manifestou, e agora isso depende de parecer do Ministério Público de Contas. Lá na frente sso é votado pelo Pleno do Tribunal'', destacou o presidente do TC. Para ele, a terceirização ''é uma realidade mundial'' - ''mas me assustei, em um primeiro momento, com a situação de Londrina. Sempre orientamos os municípios a coibirem abusos, há essa advertência quando é preciso'', resumiu. (J.G.)

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