"Vocês eram o alimento da democracia", diz Lula para militantes em frente à PF


Mariana Franco Ramos - Grupo Folha
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha

Curitiba - Em seu primeiro discurso após deixar a Superintendência da PF (Policia Federal) em Curitiba, onde esteve preso desde 7 de abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu à militância e citou a namorada, a socióloga Rosangela da Silva. Lula deixou o prédio por volta das 17h45 dessa sexta-feira (8), cercado de apoiadores.


"Vocês por 580 dias gritaram aqui: 'bom dia, Lula, boa tarde, Lula, boa noite, Lula'. Não importa se estivesse chovendo, se estivesse 40 graus, se estivesse zero grau. Todo santo dia, vocês eram o alimento da democracia", discursou. "Eu imaginei que quando saísse ia poder encontrar cada companheiro da vigília e dar um grande abraço e um grande beijo. Vocês não sabem o significado e a importância de vocês na minha vida. Fiquei mais fortalecido e corajoso", prosseguiu.




"Nem todos vocês conheciam a minha futura companheira. Consegui a proeza de preso arrumar uma namorada, ficar apaixonado e ainda ela aceitar casar comigo. É muita coragem dela", brincou. Depois de um pedido do público, os dois se beijaram. O petista contou que iria para São Paulo no mesmo dia - está previsto um ato em São Bernardo do Campo, no ABC, a partir do meio-dia desse sábado (9) - e que depois pretende percorrer o Brasil.


Por conta da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que na quinta-feira (7) considerou inválida a execução provisória de pena em segunda instância, apoiadores do petista começaram a se concentrar na chamada "Vigília Lula Livre", instalada ao lado da PF, ainda pela manhã. Segundo integrantes do acampamento, cerca de mil pessoas compareceram ao local. Muitas vieram de caravanas de outros municípios.


No rápido discurso, Lula também criticou o que chamou de "lado podre, mentiroso e canalha" do Estado Brasileiro, da PF, do Ministério Público, da força-tarefa e mais do [ex-juiz e atual ministro] Sergio Moro. "Se pegar [o procurador Deltan] Dellagnol, o Moro, todos eles e bater no liquidificador não é 10% da honestidade que eu represento nesse país. Não é coisa que se compra em feira ou bar", completou. 


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