Presume-se que a morte de Vladimir Herzog tenha acontecido por excessos na tortura, depois que o seu torturador, o investigador de polícia Pedro Antônio Mira Granciere, o ''capitão Ramiro'', deu-se conta de que Vlado tinha rasgado uma carta de autoconfissão que lhe tinha sido ditada pouco antes.
Quando chegou ao Brasil, em 1946, em companhia dos pais, Vlado Herzog já convivera com regimes totalitários. A família judia de Banja Luka, hoje na Bósnia-Herzegovina, fugiu para a Itália durante a guerra, ficou sob abrigo da ONU e chegou ao Brasil em 1946.
Quando obteve sua carteira de estrangeiro, em 1955, Vlado optou por adotar o nome Vladimir, mais natural aqui. Adorava cinema, mas acabou atraído pelo jornalismo. Entrou para o PCB já na ditadura militar, numa época em que o partido se colocou ostensivamente contra a luta armada.(C.M.)

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