Vladimir mantém candidatura mesmo sem o aval do PT
Vladimir mantém
candidatura mesmo
sem o aval do PT
Agência Estado
O comando da campanha do ex-deputado Vladimir Palmeira ao governo do Rio está convencido de que não terá como evitar que a plenária de militantes petistas do próximo dia 28 aprove o recurso ao Judiciário para garantir o registro da candidatura. Agora é Justiça ou nada, afirmou ontem Vladimir, que não confirmou se defenderá, na reunião, a ação judicial. Sou candidato a governador, repetiu. Um grupo de advogados já estuda o caso. Segundo o ex-parlamentar, se a decisão for pelo recurso, ele mesmo ajuizará o processo, por ser, de acordo com as leis, a parte prejudicada no episódio.
Não há nenhum artigo no regimento ou no estatuto do partido que proíba o recurso à Justiça, afirmou o ex-deputado, que foi indicado candidato pelo encontro do Rio, mas teve sua candidatura revogada pelo diretório nacional do PT. Essa decisão foi confirmada pelo encontro nacional encerrado anteontem.
Mesmo integrantes do grupo Refazendo (que apóia o ex-deputado) ressaltam que seguirão o que for decidido e não se mostram dispostos a defender posição contrária. Para eles, se a Justiça garantir a Vladimir o direito de concorrer, a direção nacional do PT, embora vá manter o apoio a Anthony Garotinho (PDT) - pré-condição de Leonel Brizola para se aliar a Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais - não vai mais ter condição política e legal de intervir no estado. O PT nacional terá, também, argumentos para dizer aos pedetistas nada mais poder fazer no caso, podendo apenas boicotar a campanha do Rio.
Vladimir disse que a única hipótese de ser candidato a governador é o recurso à Justiça, já que estão esgotadas as opções dentro do PT. Mas afirmou que essa não é a única possibilidade política. Segundo ele, é possível que, em lugar de recorrer ao Judiciário, os petistas favoráveis à sua candidatura decidam fazer campanha para Lula e para alguns candidatos a deputado. Ele descartou a hipótese de fazer algum tipo de composição com Garotinho ou mesmo de votar nele. Não tem a menor possibilidade de aproximação, e duvido que a plenária ratifique qualquer tipo de composição com interventor.





