Moradores do Edifício Lac Royal, localizado ao lado de um terreno beneficiado por mudança na lei de zoneamento, na Rua João Huss, na Gleba Palhano, em Londrina, estão analisando a possibilidade de ir à Justiça para barrar a construção de um prédio de 18 andares na área. A alteração realizada pela Câmara Municipal, a pedido do Executivo, autorizou o empreendimento a descumprir o recuo obrigatório de 120 metros a contar do Lago Igapó II, considerada área de preservação ambiental. O Ministério Público (MP) abriu investigação para avaliar eventual afronta ao princípio constitucional da impessoalidade - já que lei beneficia apenas um terreno.
A síndica do Lac Royal, Jandira Lopes Genez, esteve no MP durante a semana e declarou que os condôminos solicitaram uma análise jurídica do caso a um advogado particular. ''Estamos verificando a possibilidade de questionar a mudança na Justiça. Não concordamos com a aprovação de uma lei específica que prejudica a coletividade em prol de uma minoria'', disse. ''Quando os prédios do entorno foram construídos, havia a garantia de que um edifício deste tamanho não poderia ser feito na área.''
O empreendedor do novo prédio, o engenheiro Edgar Marin, alega que a mudança tem fundamentação técnica e que não conhecia ''a questão processualística'' relativa à aprovação da lei - em referência à suspeita de afronta ao princípio da impessoalidade e ao descumprimento de parecer da Comissão de Justiça da Câmara que exigia análise prévia do Conselho Municipal de Planejamento Urbano (CMPU). O engenheiro reconhece que sem a alteração legal, o prédio não poderia ser feito ''nos moldes planejados''. O novo empreendimento deverá ter 18 apartamentos - um por andar - e já está com as obras iniciadas.

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