'Vivemos uma crise sem precedentes', diz especialista
Londrina O coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê, classificou o embate público entre a Polícia Militar e a Sesp como uma "crise institucional grave sem precedentes". "Na área da segurança, é a maior crise entre os órgãos no Estado, pelo menos entre os problemas que vieram ao conhecimento público", avalia.
Ele analisa que existe uma tentativa de responsabilização dos considerados "mais fracos" na cadeia de comando com interesses políticos eleitorais. "Por causa do acompanhamento do Ministério Público (MP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o governo não conseguiu culpar os manifestantes pela violência no Centro Cívico. Mesmo assim, a tentativa de responsabilizar as pessoas que participavam do protesto continua, nacionalmente, como ocorreu ontem na audiência pública na Comissão dos Direitos Humanos no Senado", comenta, em referência ao posicionamento.
Para Bodê, jogo de "empurra empurra" com intenções políticas e eleitorais e a divisão de apoio aos órgãos envolvidos afeta a segurança e revela a qualidade dos serviços prestados nos setor. "Existe um cálculo eleitoral e objetivo é diminuir o dano político. Quando a operação dá certo, todo mundo corre atrás dos louros. Se foi um fracasso, culpa-se os mais fracos a começar dos próprios manifestantes agredidos", analisou.(R.F.)





