Curitiba O advogado Carlos Alberto Pereira, que representa viúvas de servidores estaduais, pretende impedir na Justiça o repasse de verbas federais para o Paraná até que sejam pagos os precatórios (créditos garantidos por decisão judicial) referentes a pensões devidas pelo governo estadual. Uma notificação elaborada por Pereira será entregue ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, pedindo que os repasses sejam suspensos até que o Paraná regularize o pagamento da dívida consolidada.
Segundo Pereira, o Estado não está cumprindo a lei que obriga os estados a quitarem suas dívidas interna e externa em um prazo de 15 anos, pagando parcelas a cada ano. ''Não há previsão de pagamento dos precatórios, que integra a dívida consolidada do Estado e chega a R$ 3,5 bilhões. Caso Malan não cumpra a lei e interrompa os repasses, vamos processá-lo por improbidade administrativa'', promete Pereira.
O secretário estadual da Fazenda, Ingo Hubert, já responde a 52 ações por improbidade administrativa movidas pelas víuvas de servidores. ''Precatórios devidos a empresas já foram cumpridos, enquanto a dívida com as viúvas, que cronologicamente deviam ser pagas antes, sequer entraram na previsão do orçamento'', afirma Pereira.
A Folha procurou Hubert para comentar o assunto ontem, mas foi informado pela sua assessoria de que o secretário estava viajando.

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