Brasília - A psicóloga Roseana Garcia, viúva do prefeito morto de Campinas (SP) Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, reafirmou ontem à CPI dos Bingos acreditar que o assassinato de seu marido foi político, provavelmente por ele ter contrariado interesses na prefeitura, e não crime comum, como concluiu a polícia de São Paulo. Roseana disse ainda não saber de possíveis esquemas de arrecadação em prefeituras administradas pelo PT para caixa dois de campanha. Porém, voltou a citar a possibilidade de que ordens para assassinar o prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em janeiro de 2003, possam ter partido de pessoas de Campinas, sem ligar diretamente os dois crimes.
Depois de citar aos parlamentares que cobrou, por várias vezes, a entrada da PF (Polícia Federal) nas investigações sem ser atendida, ouviu do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que isso deve acontecer por meio da apuração de outro crime. ''Por que não interessa a ninguém investigar a morte do Toninho e a do ex-prefeito Celso Daniel?'', questionou Roseana, lembrando que Lula havia prometido empenho antes de ser eleito presidente.
Segundo o senador, a PF ajudará nas investigações da ação da polícia de Campinas, realizada na cidade litorânea de Caraguatatuba (SP), que resultou na morte de dois suspeitos do assassinato de Toninho. A viúva suspeita que tenha havido queima de arquivo. Mercadante disse que a PF não entrou no caso Toninho porque isso dependeria de uma determinação do juiz responsável. Procurada, a PF informou que encaminhará ao Ministério Público em Campinas um ofício se colocando à disposição para colaborar no caso.

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