Curitiba - O delegado Juraci Lopes de Souza termina nos próximos dias o inquérito policial sobre a morte do vereador Nestor Horodenski, presidente do diretório do PMDB de Pitanga, no último dia 11 de janeiro, com golpes de machado na cabeça. Mas uma coisa já está certa: o delegado vai indiciar a viúva Marli Ribas de Oliveira como autora do homicídio. Marli foi ouvida na sexta-feira e negou o crime. Ela falou que não se lembra nada o que aconteceu naquele final da tarde.
Marli não teria ao menos lembrado como ela própria apareceu com um golpe de faca no pescoço. Todo o assassinato de Horodenski foi cercado, desde o início, por mistério. A casa onde aconteceu o crime não foi arrombada. Não foram detectados sinais de luta na sala, onde o vereador assistia televisão. O assassinato aconteceu por volta das 16 horas, no entanto a polícia somente foi avisada por volta das 20 horas, quatro horas depois do crime.
O próprio advogado de defesa de Marli já havia informado em entrevista exclusiva à Folha que todos os indícios levavam à participação da viúva no crime. ''Ela sofre de pertubações psiquiátricas já há algum tempo e tentou suicídio por duas vezes'', relatou Amilcar Cordeiro Teixeira. Ontem, mais cauteloso, o advogado disse que vai pedir a inimputabilidade da viúva. Ele solicitou um laudo psiquiátrico dela, que ainda não ficou pronto, e que comprovaria a incapacidade de Marli de responder pelos seus atos. ''Ela não tem uma conversa objetiva e não lembra nada o que aconteceu na tarde do crime'', reforçou.
A Folha falou ontem com Cassiano Horodenski, filho do casal. Ele não quis comentar a participação da mãe no assassinato do vereador. ''Eu não acredito em nada. Vou esperar o que diz a polícia antes de emitir qualquer opinião sobre o fato. A minha mãe não nos falou nada sobre o crime'', limitou a falar.
Antes de terminar o inquérito policial, o delegado aguarda apenas a perícia técnica das armas encontradas no local do crime machado e faca. As impressões digitais poderão auxiliar na materialidade dos fatos relatados pela polícia.

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