Curitiba Santa Maria Tukarski Faccini, viúva do presidente municipal do PT de Imbituva (45 km de Ponta Grossa), Oscar Faccini, 37 anos, assassinado na madrugada de sexta-feira, não reconheceu o vigia noturno. De identidade não divulgada pela polícia, o vigia está preso temporariamente desde sábado na delegacia de Imbituva, como sendo o homem que teria ido à sua casa minutos antes do crime.
O vigia era o principal suspeito da Polícia Civil. Ele permanece preso até quinta-feira, prazo em que devem estar concluídos os exames para verificar se havia resquícios de pólvora em suas mãos. Além disso, uma calça manchada de sangue foi encontrada pela polícia na casa do suspeito.
Em depoimento prestado na sexta-feira, o vigia negou a acusação. Alegou, ainda, que o sangue em sua calça foi causado por um corte que ele fez na mão, e mostrou uma cicatriz recente. A polícia suspeitou que o ele poderia ser autor do crime por vingança, uma vez que Faccini o denunciou ao Conselho Tutelar por abuso sexual de suas filhas gêmeas. Apesar de já ter sido detido por porte ilegal de arma, o vigia alega não possuir revólver. Fachini foi morto com três tiros de revólver 38, em frente à sua casa.
O advogado João Luiz Stefaniak, membro do diretório estadual do PT, acompanhou a viúva à delegacia. Segundo ele, no depoimento, Santa Maria reforçou as denúncias de que seu marido estava sendo ameaçado há tempos, desde que começou a denunciar casos de trabalho infantil e mortes de trabalhadores em madeireiras.
Stefaniak ficou encarregado de levantar as denúncias e entregar um dossiê completo às autoridades, para ajudar nas investigações. O PT pretende marcar uma reunião hoje ou amanhã com o secretário de Segurança Pública, José Tavares, para pedir providências.

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