Agência Estado
De Cuiabá
O corpo enterrado em Mato Grosso no início do mês passado, como sendo do juiz Leopoldino Marques do Amaral, pode não ser o do magistrado. A viúva do juiz, Odete Amaral, disse que está sendo pressionada por pessoas ligadas ao Judiciário para que seja realizada a exumação do corpo sepultado no município de Poconé (a 100 km de Cuiabá).
‘‘Já contei para a Polícia Federal que eles querem exumar o corpo em 10 dias’’, disse ela. A suspeita de que a identificação do corpo pode ter sido equivocada surgiu após a conclusão preliminar dos exames de paternidade realizados em Odete e nos filhos Leopoldo, Rita e Carla, que deram negativo.
O coordenador-geral de perícias do IML de Mato Grosso, Alinor Costa, entregou ontem ao laboratório da Unicamp novas amostras de material genético da mãe e de dois irmãos do juiz Amaral. As novas amostras foram necessárias porque há dúvidas quanto a paternidade dos filhos de Amaral, que forneceram as primeiras coletas.
‘‘As comparações da arcada dentária e das impressões digitais são categóricas’’, sustenta o legista Costa. ‘‘Não há a menor dúvida de que se trata do corpo do doutor Leopoldino’’.

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