Vítimas norte-coreanas de confronto naval podem passar 30
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de junho de 2002
Agência EFE 
Vítimas norte-coreanas de confronto naval podem passar 30
Seul - Pelo menos 30 marinheiros norte-coreanos podem ter morrido ou estar feridos, depois do confronto entre forças navais das duas Coréias frente à costa oeste da península, ontem fontes militares sul-coreanas.
O choque bélico, o mais grave dos últimos três anos entre Seul e Pyongyang, aconteceu nas proximidades de um local que seria utilizado por pescadores norte-coreanos que estavam protegidos por navios de guerra.
O Comando das Nações Unidas (UNC) que supervisiona o armistício assinado em 1953 pelas Coréias do Norte e do Sul se ofereceu ontem para coordenar uma reunião entre generais dos dois países.
Um encontro que a Coréia do Norte rejeitou ontem mesmo, depois de uma conversa telefônica mantida por um de seus representantes com o general americano Martin Glasser.
Patrulheiros sul-coreanas vigiavam ontem a zona do confronto em situação de máximo alerta, ordenado na reunião do Conselho de Segurança Nacional convocada pelo presidente Kim Dae Jung.
Apesar do incidente, o presidente sul-coreano viajou ontem para o Japão para ver a final da Copa do Mundo de Futebol e para reunir-se hoje com o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi.
O regime comunista da Coréia do Norte e o capitalista do Sul estão tecnicamente em guerra há 49 anos, quando os dois países puseram fim, com um armistício assinado na aldeia fronteiriça de Panmunjom, a uma guerra civil que durava três anos (1950-1953) e dividiram a península em duas, tomando como referência o paralelo 38.
No entanto, Seul empreendeu uma nova etapa de aproximação conhecida como a Política do Sol Radiante (''Sunshine''), cujo primeiro resultado plausível foi, em junho de 2000, o histórico acordo assinado pelo líder comunista, Kim Jong Il, e o presidente sul-coreano, Kim Dae Jung, em Pyongyang.
Aquela reunião e a declaração assinada pelos dois líderes deram a Kim Dae Jung o Prêmio Nobel da Paz daquele mesmo ano.
Mas desde novembro de 2001 não há contatos de alto nível entre os representantes dos dois governos e a visita a Seul prometida pelo governante do Norte, Kim Jong Il, no histórico encontro de junho de 2000 continua sem data.


