Visita tem ingredientes de campanha
Mesmo sem contato direto com a população, entrevistas ou discursos polêmicos, a visita de 12 horas que Lula fez à capital gaúcha teve diversos ingredientes de campanha política. Ao chegar ao Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica (PUC), local da 9. Assembléia do CMI, o presidente percebeu, de dentro do carro, a saudação festiva que cerca de 50 estudantes ligados ao PT faziam na entrada do prédio, gritando ''Lula outra vez'' e exibindo uma faixa com dizeres como ''Com Lula, por mudanças na política econômica''.
Ao iniciar a fala, num auditório lotado por 2 mil pessoas - outras mil assistiam num telão, no saguão -, o presidente mostrou vigor aos visitantes. ''A democracia respira forte do lado de fora'', proclamou. ''Não há nada melhor para um País que viveu 23 anos de ditadura do que o barulho do povo gritando contra ou a favor; o que importa é que ele esteja gritando.'' Em meio a um público simpático a Lula, alguns militantes do PSTU e do Psol também arriscavam minoritários gritos de protesto.
Além da simpatia da maior parte do público, o presidente ganhou elogios de uma alta autoridade eclesiástica, o moderador do CMI, patriarca Aram I, da Igreja Apostólica Armênia. ''Por muitos anos, o Brasil foi reconhecido pelo futebol, floresta amazônica e carnaval, mas hoje, também reconhecemos como conquistas do País a democracia, reformas sociais, desenvolvimento econômico sustentável e combate à violência e corrupção'', afirmou Aram I. (E.O.)





