PequimA visita do presidente norte-americano George W. Bush à China, realizada 30 anos depois da histórica cúpula entre seu predecessor Richard Nixon e Mao Tsé Tung, representou uma prova sobre os limites de uma espetacular reconciliação que nasceu na luta contra o terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, segundo os analistas. As mensagens dirigidas nos últimos meses por Pequim à primeira potência mundial indicavam que as autoridades chinesas se esforçaram sobretudo para convencer Bush de sua determinação de continuar mantendo relações fundadas em interesses econômicos comuns e uma luta contra o terrorismo.
Na preparação da visita, as autoridades de Pequim fizeram o máximo nas últimas semanas liberando vários dissidentes assim como um protestante evangélico de Hong Kong, condenado a dois anos de prisão por ter traduzido bíblias clandestinamente na China.
Também se apressqaram em afirmar que a recente descoberta dos microfones colocados a bordo de um avião presidencial chinês, fabricado nos Estados Unidos, não teria ‘‘nenhum impacto’’ nas relações entre os dois países.
A China porém não aceita a tese que considera que Iraque, Irã e Coréia do Norte são parte de um ‘‘eixo do mal’’ sugerida por Bush. No passado, Washington acusou a China de ter ajudado estes três países a desenvolver seus programas militares.

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