O sócio da empresa Visatec Construções e Empreendimentos Faiçal Jannani Júnior disse ontem, na Câmara de Vereadores de Londrina, que espera receber da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) mais de R$ 959 mil em serviços e multas. Os valores seriam relativos ao último mês de prestação de serviços e por atrasos em pagamentos. O presidente da companhia, Carlos Geirinhas, não reconhece a dívida.
A Visatec foi contratada na gestão anterior para serviços como capina e roçagem, mas teve o contrato rescindido em setembro de 2013 após um processo administrativo indicar diversas irregularidades.
Os valores a que Jannani se refere são a cobrança de R$ 770 mil relativos a setembro de 2013 – o contrato foi rompido no dia 25 – e duas notas fiscais, nos valores de R$ 143,8 mil e R$ 46,4 mil, de multas por atrasos.
Jannani, que é primo do vereador Jamil Janene (PP), foi à Câmara após Geirinhas citar, na terça-feira, que a CMTU depositou R$ 138 mil em uma conta da ex-prestadora de serviços de forma indevida, uma vez que o valor deveria ficar retido em outra conta judicial para garantir uma ação trabalhista.
O sócio da Visatec afirmou que se sentiu incomodado com a afirmação. Para ele, o valor seria referente ao que espera receber da CMTU. "Quando diz que um dinheiro foi pago indevidamente, parece que outra pessoa recebeu indevidamente. Mas, para mim, era parte do que é devido", afirmou.
A Câmara abriu 25 minutos para as declarações de Jannani, que só precisou de cerca de cinco. Jamil foi o único que fez perguntas e chegou a sugerir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a responsabilidade da CMTU no depósito indevido.
Carlos Geirinhas admite que a irregularidade do depósito de R$ 138 mil é da CMTU, mas que a Justiça acatou ontem a transferência do valor para a conta judicial. Porém, a cobrança referente a setembro passado não é reconhecida porque a companhia já pretendia o rompimento do contrato. "Nós não fizemos ordem de serviço e ele não foi realizado. Não vão passar a perna na população de Londrina", diz.
Sobre as notas fiscais referentes às multas, o presidente da CMTU afirma que estão em análise se procedem. Caso procedam os atrasos nos pagamentos, serão pagos.

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