Viotto: ''Carlos Jr. está sendo linchado''
Lucilia Okamura
De Londrina
O advogado Mauro Viotto disse ontem que seu cliente, o empresário Carlos Zavierucha está sendo linchado moralmente. O empresário, conhecido como Carlos Júnior, é acusado pelo Ministério Público (MP) de estar envolvido nos desvios de recursos públicos para pagar despesas de campanha eleitoral. Ele é apontado como tesoureiro da campanha do deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSB), informação que sempre negou.
No dia 6, o MP e a Polícia Civil apreenderam diversos documentos na casa e na empresa de Carlos Júnior. Segundo o MP, estes documentos vieram a se ajustar a outras provas e comprovariam que o dinheiro público foi utilizado em gastos de campanha eleitoral de 98. Uma das provas que o MP diz possuir é que parte do dinheiro desviado foi depositado na conta do empresário Cláudio Menna Barreto, de Curitiba. Ele, por sua vez, emitiu três cheques (no total de R$ 520 mil) que foram parar na conta de Carlos Júnior.
Mauro Viotto, que assumiu a defesa do empresário anteontem, disse que está havendo uma precipitação e um prejulgamento de seu cliente. Está havendo uma preocupação maior em escandalizar, em linchar pública e moralmente do que realmente apurar-se responsabilidades, criticou. Ele negou que Carlos Júnior fosse tesoureiro da campanha.
Sobre a apreensão do material, o advogado disse que parte dos ducumentos não pertence ao empresário. Carlos nunca negou que tivesse sido colaborador do comitê (do deputado estadual), observou. Quando fechou o comitê, pegaram os sacos (com os documentos) e entregaram para ele. Mauro Viotto afirmou que se fossem documentos que prejudicassem alguém, ele já os teria destruído.
O defensor de Carlos Júnior explicou que no dia do cumprimento do mandado de busca e apreensão, foi até o 6º distrito policial (onde o material está sendo relacionado), mas ainda não teve acesso à toda documentação. Por isso, ele solicitou cópias de todo o material apreendido e relacionado para fazer uma análise.
O advogado lamentou ainda a divulgação do material antes do auto de apreensão. Vi nos veículos de comunicação pessoas estranhas aos quadros policiais e do MP examinado documentos sem que ainda tivessem sido relacionados e concluído o auto de apreensão, afirmou.
O promotor Cláudio Esteves, um dos responsáveis pelas investigações, diz que todo o material está sob segurança. Sobre as pessoas que olharam o material, ele explicou que sempre havia na sala representantes do MP ou da Polícia. Estamos tomando todo o cuidado possível, tanto que não estamos divulgando onde a documentação está sendo guardada.





