Violência, trânsito e saúde dominam discussões
O papel da Prefeitura de Curitiba na área de segurança pública, congestionamento constante de carros na cidade, ''Linha Verde'', falta de vagas nas creches e filas nos postos de saúde foram os assuntos que predominaram no debate. Para a petista Gleisi Hoffmann, nos postos de saúde há demora no atendimento. ''É um absurdo a pessoa esperar um ano para fazer um exame. É brincar com a vida das pessoas'', disse.
O candidato do PSDB, Beto Richa, argumentou que as filas são provocadas porque pessoas da região metropolitana e até do interior estariam usando o sistema de saúde da cidade. Outra causa seria o aumento de usuários da classe média, que estariam abandonando planos de saúde particulares. Sobre o tema, Carlos Moreira (PMDB), que tem formação na área médica, falou em parcerias com hospitais universitários, atendimento domiciliar e investimento em prevenção.
Gleisi também disse que hoje 45 mil crianças estão fora das creches por falta de vagas. O número foi questionado pelo candidato do PSDB, que alega que o problema é menor - faltariam 9.283 vagas. Gleisi propôs convênios com creches comunitárias. Moreira também propôs que as creches fiquem abertas o ano todo, não só no período escolar, e sugeriu parcerias com empresas para atender os filhos das funcionárias. O candidato do PTB, Fábio Camargo, também falou na criação de creches noturnas em bairros industriais e em parcerias com hospitais particulares para atendimento da população que não conseguir ser atendida nos postos públicos.
Em relação à situação do trânsito na cidade, Gleisi criticou a demora do metrô. ''O transporte público está em decadência. Mas há dez anos se discute o assunto e a Prefeitura de Curitiba não consegue implantar o metrô porque teima em trabalhar sozinha.'' A obra viária ''Linha Verde'' também foi alvo de críticas. Para o candidato do PMDB, trata-se de ''uma aberração da engenharia''. Para Bruno Meirinho (PSOL), as obras em andamento na cidade só ''reforçam a geografia excludente''. Ele se refere à isenção fiscal de dez anos prometida pelo Executivo a empresas que ocupam algumas áreas ligadas à Linha Verde. ''Assim fica impossível distribuir riqueza.''
Em sua defesa, Beto afirmou que a obra foi possível em função da sua persistência na obtenção de empréstimos junto ao BID e enfatizou que nenhuma outra administração conseguiu concretizar a obra, pensada já na gestão do ex-prefeito Cássio Taniguchi (DEM).
Sobre o aumento da criminalidade e a questão da segurança pública, área que constitucionalmente é de responsabilidade do Estado, Camargo chamou a atenção para o papel das prefeituras. ''A prefeitura municipal pode limpar terrenos e iluminar áreas, fazer sua lição de casa. Tem que ser um trabalho conjunto.'' Beto disse que ''não cruzou os braços'' e destacou a criação da Secretaria Municipal Anti-drogas e a contratação de guardas municipais. (C.S. e K.L.M.)





