Naplusa, CisjordâniaO exército israelense matou 15 palestinos durante a noite de terça-feira e nas primeiras horas de ontem, em uma operação de represálias de grande envergadura que, pela primeira vez, teve também como objetivo o quartel general do presidente Yasser Arafat em Gaza.
‘‘Estamos em um enfretamento total, já que a entidade palestina quer suplantar o Estado judeu e Yasser Arafat tenta a escalada, sabendo que não pode nos vencer’’, afirmou ontem à rádio pública israelenses Zalman Shoval, conselheiro diplomático do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.
Estas represálias sangrentas foram efetuadas depois que seis israelenses, todos militares, segundo testemunhas, foram golpeados por um comando palestino que atacou um posto de controle perto de Ramalah na Cisjordânia.
Segundo um comunicado da presidência do Conselho, Sharon reuniu ontem seu gabinete de segurança e ‘‘continuará suas consultas para ajustar sua luta contra o terrorismo’’.
Por outro lado, um ataque suicida, que não deixou vítimas entre os israelenses, aconteceu terça-feira à noite perto de uma colônia judaica do vale do Jordão e quatro foguetes Qassam foram disparados da Faixa de Gaza em direção ao território israelense. Os israelenses fizeram suas represálias em Gaza e em Ramalah.
Na madrugada de ontem, navios de guerra israelenses dispararam mísseis e metralhadoras pesadas contra o escritório de Yasser Arafat na Faixa de Gaza, matando quatro membros da Força 17, a guarda pessoal do dirigente palestino, segundo fontes palestinas. Simultaneamente, aviões F-16 lançaram mísseis contra o quartel general da polícia palestina em Gaza.

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