O diretório regional do PSDB no Paraná pode trocar de comando antes do final do ano. O deputado federal Basílio Vilani pode assumir a presidência estadual, substituindo Luiz Carlos Hauly. Em Brasília, os comentários extra-oficiais dão conta que Vilani não teria ficado satisfeito com a eleição de Hauly, e estaria articulando para assumir o partido por volta de outubro. O mandato de Hauly vai até dezembro.
O nome de Vilani foi cogitado para assumir a presidência do partido no Estado quando estourou a crise no ninho tucano. Mas Hauly, que pertence ao grupo do senador Alvaro Dias e tem bom trânsito em Brasília, acabou assumindo o diretório tucano no final do mês passado, com a renúncia de Alvaro, que enfrenta processo de expulsão do partido por ter assinado o requerimento de criação da CPI da Corrupção, contra o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No entanto, aliados do senador trabalham nos bastidores para manter Alvaro no partido. O senador seria apenas ‘‘advertido’’ por ter se recusado a retirar sua assinatura. Alvaro apareceu como favorito na pesquisa Datafolha entre os nomes para a sucessão do governador Jaime Lerner (PFL).
A deputada federal Marisa Serrano, presidente do diretório do PSDB no Mato Grosso do Sul e amiga de um dos irmãos de Alvaro que mora em Campo Grande, negocia a permanência do senador com José Abrão, secretário do Ministério do Desenvolvimento Agrário e relator do processo de expulsão do senador no Conselho de Ética do partido. Hauly é um dos membros do Conselho. Alvaro não anunciou oficialmente sua saída do partido como havia prometido, antes do início do recesso parlamentar, o que contribuiu para reforçar as suspeitas dos adversários de que continuaria no PSDB.
A executiva nacional acabou não discutindo ontem uma possível intervenção no diretório paranaense – o que abriria caminho para Basílio Vilani assumir o posto. A cúpula tucana, reunida no Senado, se concentrou no problema do Espírito Santo. O partido estuda a expulsão do governador do Espírito Santo, José Inácio, acusado de envolvimento em corrupção naquele Estado. Hauly nega que possa haver intervenção no ninho tucano paranaense. A cúpula tucana deve encaminhar hoje a Alvaro, via Correio, uma notificação do processo de expulsão. Alvaro tem dez dias, prorrogáveis por mais cinco, para apresentar defesa.

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