Vigilantes da Principal recebem salário atrasado
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terça-feira, 12 de junho de 2001
Lino RamosDe Londrina 
Os sindicatos dos Vigilantes de Londrina e Maringá estão efetuando, desde segunda-feira, o pagamento de 266 funcionários da Principal Vigilância, que estão sem receber os salários de março e abril. Os recursos foram conseguidos porque a 1ª Vara de Trabalho, em Curitiba, bloqueou cerca de R$ 130 mil que o Banestado deveria repassar à empresa, em pagamento de serviços. Deste total, R$ 76,4 mil são destinados ao pagamento dos funcionários de Londrina, e o restante aos trabalhadores de Maringá, onde fica a sede da Principal.
Segundo o presidente do sindicato de Londrina, Gabriel Trindade, cada trabalhador está recebendo R$ 540, referentes a um salário e a 8% do FGTS. Nosso grande medo era essa fatura sumir na conta da Principal, como sumiu todo aquele dinheiro com José Luiz Sander, afirmou. Sander é sócio-proprietário da Principal e está desaparecido desde o dia 9 de abril. Segundo o sindicato, ele teria fugido com cerca de R$ 5 milhões que deveriam ser destinados ao pagamento de funcionários.
Segundo o presidente da Federação dos Vigilantes no Paraná, João Soares, a Principal não existe mais. Ele afirmou que as dívidas trabalhistas da empresa podem ultrapassar R$ 1,5 milhão e que parte desse débito deve ser pago pelas empresas que contrataram a Principal. A empresa não tem mais solução, comentou.
A Principal e a Tâmara (empresa do mesmo grupo) estão com os bens indisponibilizados pela Justiça de Londrina porque estariam envolvidas com o desvio de recursos da prefeitura. A Folha não conseguiu falar com o procurador de Sander, o advogado Osmar Margarido. Na sede da empresa em Maringá, a informação é que a secretária, Vânia Maria Jolo, está respondendo pela empresa. Mas ela também não foi encontrada pela reportagem.


