Os 562 vigilantes da Principal Vigilância S/C Ltda., que estão com os salários de março e abril atrasados, deverão receber seus vencimentos a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi tomada no dia 21, pelo juiz da 1ª Vara do Trabalho de Curitiba, Leonardo Vieira Wandelli, em uma ação impetrada pela Federação dos Empregados em empresas do Terceiro Grupo do Comércio e Empresas Prestadoras de Serviços do Estado do Paraná.
O juiz determinou que as instituições bancárias que utilizam os serviços da Principal efetuem o pagamento dos trabalhadores com faturas da empresa depositadas, em abril, nessas instituições. As faturas foram bloqueadas no dia 12, pela 1ª Vara do Trabalho de Curitiba. ‘‘Se não tivéssemos bloqueado as contas da empresa, com certeza os trabalhadores não teriam como receber os seus direitos’’, afirmou o presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Londrina, Gabriel José Trindade.
O sócio-majoritário da Principal, José Luiz Sander, de Maringá, está desaparecido há mais de um mês. Sander, que também é dono da Tâmara Serviços de Limpeza, é citado na primeira medida cautelar impetrada pelo MP, pelo desvio de R$ 3,3 milhões da prefeitura.
Segundo Trindade, o sindicato protocolou no início da semana, na Prefeitura de Londrina, um pedido para que os R$ 700 mil, bloqueados a pedido do MP, sejam destinados a pagar a rescisão de contrato dos vigilantes. Em todo estado, a Principal tem cerca de 1,6 mil vigilantes e mais de 3 mil funcionários.
A Folha tentou falar com o sócio e o procurador de Sander, Henrique Galli e Osmar Margarido, respectivamente, mas eles não retornaram as ligações. (C.O.)

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