Vigilância não realizou vistoria
A vistoria realizada pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e pela Gestão Pública, no contêiner da empresa SP Alimentação, careceu de apoio técnico: mesmo contactada, a Vigilância Sanitária do município não compareceu ao local. À FOLHA, o diretor do órgão, Rogério Lampe, reconheceu que até sexta-feira a Vigilância não havia procedido à fiscalização. Representantes do CAE e da secretaria criticaram a postura da Vigilância.
''Eles ligaram aqui, mas não se pode fazer uma fiscalização por contato telefônico. Tem que haver uma fonte segura e uma oficialização disso'', afirmou Lampe. Confrontado com o fato de que se tratava de um pedido de órgão da própria prefeitura e de um conselho municipal, ele insistiu que houve ''falha na comunicação.''
Ele alegou também que não tinha dados suficientes para determinar a vistoria. ''Chegou a informação de que havia carne estragada, mas não sabíamos se veio de São Paulo, se aconteceu aqui.''
Sobre os alimentos com prazo de validade vencido, ele afirmou que poderiam permanecer por ''quarentena'' no contêiner se houvesse ''segregação e informação de que está impróprio para o consumo''. A presidente do CAE, Andreliane de Godoy afirma que não havia esse cuidado - o que é contestado pela SP Alimentação. (F.C.)





