Curitiba - Uma empresa que administrava videoloterias no Paraná está sendo alvo de investigação do Ministério Público (MP) estadual, que abriu um inquérito civil para analisar o edital de concorrência pública de 2001 que permitia a exploração do serviço no Estado. A Larami Diversões e Entretenimento participou sozinha da fase final da licitação.
Ela é de propriedade de um grupo argentino liderado por Roberto Sérgio Coppola e da empresa goiana Brazilian Gaming Parteners Participação, Administração e Empreendimentos, que tem como um dos sócios o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, o mesmo que aparece em fitas negociando editais de concorrência em troca de propina com o ex-assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz.
O edital do Paraná foi questionado no Tribunal de Contas (TC) e no MP pela empresa multinacional Gethec, que operou o sistema de loterias no Estado entre os anos de 1997 e 2001. O MP iniciou no dia 31 de outubro de 2001 um inquérito, que já está em fase final. Entre as denúncias que estão sendo investigadas estão a lavagem de dinheiro, a subcontratação para o fornecimento de terminais de videoloterias e a constituição da empresa pouco antes do lançamento do edital.
Ontem, em nota oficial, o MP argumenta que as principais notícias que chegaram à promotoria davam conta de que haveria irregularidades quanto à constituição da Larami e quanto à possibilidade de manipulação de resultados nos terminais de videoloteria, levantando dúvidas sobre a utilização dessas máquinas para lavagem de dinheiro. L.P.

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