Brasília - O PSDB comemorou a escolha da deputada Rita Camata (PMDB-ES) para compor a chapa do senador José Serra (PSDB-SP) como candidata a vice-presidente. ‘‘Ela contempla aquilo que esperávamos da indicação do PMDB’’, afirmou o presidente do partido, deputado José Aníbal (SP). Ele destacou, por exemplo, a convergência da deputada com o programa do PSDB.
Quanto às posições contrárias ao governo Fernando Henrique Cardoso assumidas por ela nos últimos anos, o tucano disse serem ‘‘coisas do passado’’. ‘‘Daqui para a frente, ela representará o PMDB na chapa e acredito que a sintonia entre Rita e Serra será completa’’, acrescentou.
Apesar de ter atuado na ala oposicionista do PMDB e votado contra o governo em muitas ocasiões, a deputada recebeu só elogios de seus colegas de partido. ‘‘Não tenho ressentimentos dela’’, disse o líder do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima (BA).
Em nome da ala de oposição do PMDB, Rita disputou com Geddel o cargo de lider do partido, mas foi derrotada pelos chamados ‘‘governistas’’, justamente os mesmos que ontem a escolheram para a vice de Serra. ‘‘Rita ajudará Serra a ganhar as eleições de outubro’’, previu Geddel, deixando claro que seus embates com a deputada são também ‘‘coisas do passado’’.
O ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) disse ontem que a escolha de Rita Camata é favorável a Serra, mas não acredita que vá ter impacto eleitoral sobre sua candidatura.
‘‘Tenho uma boa impressão da deputada. No entanto, acho que, eleitoralmente, ela não acrescenta votos’’, disse ACM.
Irônico, ACM comentou a decisão do PMDB, de optar pela candidatura da deputada do Espírito Santo: ‘‘Está na cara que Rita Camata é melhor. O outro postulante (o senador gaúcho Pedro Simon) certamente retiraria votos do candidato oficial.’’

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