A vice-governadora Emília Belinati (PTB) está tentando superar a crise política com o governador Jaime Lerner (PFL) trabalhando. Há 20 dias sem trocar uma frase completa com Lerner, e vice dá expediente desde a última segunda-feira. ‘‘Eu não vou fazer oposição ao governador, mas vou estar atenta. Quero o diálogo com todas as localidades. Temos de dar uma nova marca a esse segundo mandato’’, observou ela.
A vice disse que já está se ocupando de um projeto. ‘‘Não temos orçamento, mas a minha equipe já está se reunindo. Vamos definir uma pauta para o ano todo’’, prometeu. Emília disse que não quer que as suas divergências com Lerner reflita em seu trabalho ou no governo. ‘‘Para mim isso é uma página virada. Eu já disse tudo o que tinha de ser dito. Quero pensar o governo de agora em diante’’, assinalou.
Emília tenta aos poucos voltar a normalidade. Magoada com o tratamento que vem recebendo no governo desde que abriu mão de sua candidatura ao Senado, a vice recebeu ontem o secretário de Transportes, Heinz Herwig, para uma conversa no seu gabinete. ‘‘A minhas divergências devem ser encaradas como normais. Quero ser tratada por Lerner na dimensão de minha importância’’, ponderou.
Fora das discussões de temas relevantes como a definição do novo presidente do Banestado, a vice de Lerner afirmou que não pretende se isolar no governo. ‘‘O Paraná precisa de renovação, de propostas novas. É isso que eu quero construir de agora em diante’’, anunciou. Emília não revela se essa mudança de postura tem como objetivo pavimentar o seu projeto político de ser senadora em 2002, ou o do seu marido para governador. (L.D)

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