O vice-reitor da UEL Márcio José de Almeida, disse ontem ao delegado do 3º Distrito Policial, Carlos Marcelo Sakuma, que os autores do arrombamento na reitoria conheciam o local. Almeida disse que estava na reitoria até o início da madrugada do dia 27 (domingo), quando houve o furto dos três computadores de duas salas. Entre as máquinas furtadas estava uma usada pelo chefe de gabinete do reitor Jackson Proença Testa, Itaicy Mendonça. ‘‘Segundo ele (Márcio Almeida) essas pessoas já conheciam o ambiente e também sabiam que os equipamentos eram os mais valiosos’’, afirmou o delegado.
Ao deixar o 3º DP, Almeida justificou porque estava na UEL no início da madrugada, mesmo em férias. ‘‘Eu sempre trabalho fora do expediente, é um hábito antigo’’, justificou. Almeida disse ainda que não gosta de ‘‘deixar as pessoas esperando’’ e por isso desenvolve atividades burocráticas à noite. Ele comentou que esteve na reitoria entre 21h30 e 0h30. ‘‘Não notei nada de anormal, nenhum veículo’’, afirmou.
O vice-reitor alegou que só ficou sabendo do arrombamento na manhã de domingo, quando seu motorista, Maurílio Faria, foi à UEL buscar alguns documentos, como havia pedido. ‘‘Ele me ligou dizendo que a reitoria havia sido arrombada entre 8h30 e 9 horas. Pedi para ele comunicar a segurança e liguei para o reitor e para o auditor’’, afirmou.
O MP, que investiga as denúncias contra Itaicy, aguarda a UEL encaminhar os contratos publicitários de 97 e 98, antes de retomar os depoimentos. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, já ouviu o apresentador de TV Márcio Mello, autor da denúncia contra o chefe de gabinete.
O delegado Sakuma não poderá contar com o laudo técnico sobre o arrombamento. A circulação de professores, seguranças e outras pessoas pelo local do crime comprometeu o trabalho pericial. ‘‘Houve uma grande movimentação de pessoas, se tivessem preservado o local seria diferente’’, afirmou o perito do Instituto de Criminalística, Luiz Carlos Kovacs. (L.R.)

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