Curitiba - O senador José Jorge (PFL), vice na chapa do candidato do PSDB à presidência da República Geraldo Alckmin, resolveu chegar ao Paraná três dias antes da vinda do seu aliado tucano. O comentário nos bastidores era de que um contato prévio com os aliados paranaenses seria necessário para ''medir'' a situação no Estado - onde tucanos se dividem entre os candidatos a governador Roberto Requião (PMDB), que em 2002 apoiou o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, e Osmar Dias (PDT), cuja sigla lançou candidato próprio à presidência.
''Nós esperamos que o palanque do Alckmin no Paraná tenha todos que quiserem apoiá-lo. Isso é próprio da política. A gente não pode ficar escolhendo se sobe com o candidato A, B ou C'', disse o senador ontem em Curitiba, na sede do PFL, ao lado do candidato a governador pela coligação Voto Limpo (PPS/PFL), Rubens Bueno. Rubens Bueno, que já declarou apoio a Alckmin, disse que não espera ''exclusividade''. ''Subindo ou não no palanque nós vamos continuar apoiando o Alckmin'', disse.
Filiados do PPS no Paraná chegaram a desistir de se candidatar nas eleições proporcionais após a sigla ter confirmado união com o PFL. Recentemente, um prefeito da Região Metropolitana de Curitiba chegou até a se desfiliar do PPS pelo mesmo motivo. ''Dos 26 estados brasileiros, em apenas 15 temos palanques tranquilos'', revela o senador.
O senador, porém, desconversou ao ser questionado sobre o fim da coligação entre PMDB e PSDB no Paraná, fato que ele qualificou apenas como ''questão local'', e informou que não marcou encontros com aliados tucanos. ''Tenho dois compromissos aqui. Vim visitar o PFL e à noite participar de uma palestra na Federação das Indústrias'', disse. O senador seguiria para São Paulo, mas informou que pretende voltar na quinta-feira com Alckmin.
Ontem à noite, a coordenação da campanha do presidenciável tucano no Estado informou que a agenda prevê compromissos com Rubens Bueno e Osmar Dias.

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