Curitiba - A saída de Natálio Stica (PT) do posto de vice-presidente da Assembléia Legislativa abriu uma disputa interna na Casa. Stica vai renunciar ao cargo para substituir Angelo Vanhoni (PT), que tem interesse em suceder Cassio Taniguchi (PFL) e vai se dedicar à pavimentação de sua candidatura a prefeito.
O Regimento Interno da Casa proíbe o acúmulo do cargo de líder para os integrantes da mesa executiva. Por isso Stica vai renunciar. E vários deputados estão de olho no posto de vice, segundo cargo na hierarquia da mesa executiva. É o vice que assume o comando do Poder Legislativo em caso de viagens do presidente, por exemplo. Colocaram o nome na disputa André Vargas, Hermes Fonseca, Luciana Rafagnin e Pedro Ivo, todos do PT, além do segundo vice-presidente, Augustinho Zucchi (PDT), e Ratinho Júnior (PSB).
Zucchi avisou que vai para a disputa se não houver um entendimento entre os interessados no cargo. Para ele, seu nome seria ''o natural'', tendo em vista a linha sucessória. ''Aqui dentro ninguém tem medo de disputa'', declarou. O clima tenso serve como termômetro para a eleição do ano que vem, quando será escolhido o novo presidente da Casa. Hermas Brandão pode se candidatar novamente, graças a uma emenda constitucional aprovada no final do ano passado alterando as regras para as eleições na Assembléia.
O PT se reuniu no final da tarde de ontem para discutir a questão da vice, mas o nome do indicado só sairá segunda-feira. Os petistas entendem que a vaga pertence ao partido, por causa do acordo feito para eleger Hermas Brandão e os demais integrantes da mesa atual. André Vargas frisou que a eleição da mesa aconteceu graças a esse consenso. O PT não pretende aceitar veto de outras bancadas a qualquer um dos nomes que indique.
Brandão já deixou claro que o novo vice será escolhido através de votação. ''O cargo deve ficar com o PT, mas não posso impedir que os demais parlamentares coloquem seus nomes'', disse Brandão.
Salvo mudança de última hora, Stica assume oficialmente na segunda-feira. Ele já conversou com o governador Roberto Requião (PMDB), que fez questão de manter a liderança nas mãos do PT, partido que o ajudou a se eleger. ''Vamos manter a base coesa, em sintonia com o governo'', disse. Stica disse que o governador pediu que ele mantenha aberto o diálogo entre deputados e Palácio Iguaçu. ''Venho da oposição por muito tempo, ser situação é mais fácil'', disse, comentando que não deverá ser difícil manter a base unida. Vanhoni se despede da liderança com a votação do plano de cargos e salários dos professores, prevista para hoje. ''Amanhã (hoje) conduzo a última votação.''

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