O vice-prefeito de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), João Dário (PPS), contestou a declaração da presidente do Sindicato dos Funcionários Municipais, Sílvia Motta, de que os servidores ficaram quase dois anos com os salários atrasados em quatro meses. Dário disse que o atraso foi de um mês e meio. ‘‘Nunca chegou a atrasar três meses. A nossa preocupação é com calúnias e difamação que a sindicalista está propagando’’, afirmou.
Ele disse ainda que Sílvia responde a um processo no Fórum por mentira e difamação, ajuizado pela prefeitura. ‘‘Os vereadores brigaram com o prefeito por problemas salariais dos servidores. Houve até rompimento com a administração porque estava difícil colocar os salários em dia’’, argumentou.
A sindicalista esteve na Folha para criticar a falta de empenho dos vereadores na solução, à época, do atraso na folha. Sílvia Motta disse estar indignada com a aprovação, pela Câmara, do projeto que altera a lei orgânica do município e permite pagamento de sessões extraordinárias. O projeto foi aprovado em primeira discussão na segunda-feira, em sessão que acabou em pancadaria.
O vereador José Rubens Massussi (PDT), que brigou com o vereador Arno Giesen (PSB) e com o secretário dele, Rodolfo Schurmann, contestou as versões de Giesen e do presidente da Câmara, Vamberto Figueiredo (PMDB) sobre a agressão. ‘‘O motivo da briga não foi só a alteração da lei orgânica. O Arno tem mania de chamar o prefeito, vice-prefeito e vereadores de ladrão. Ele falou que eu não tinha moral e revidei o insulto, quando Schurmann me agrediu e o Arno veio em cima’’, relatou. Ele revidou. ‘‘Não tenho sangue de barata’’.
Sobre o projeto, ele disse que esta é a única forma que os vereadores encontram para recuperar as perdas. ‘‘Trabalho todos os dias das 8 às 11 e das 14 às 18 horas’’. Na terça e quarta-feira o vereador foi procurado à tarde na Câmara pela Folha para comentar o assunto, mas não foi encontrado.

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