O vice-líder do PT na Câmara, Geraldo Magela (DF), defenderá hoje, na reunião do Diretório Nacional do Partido, em São Paulo, a confirmação de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República pelo partido. Com isso, ele defente a não realização de révia.

Magela considera prejudicial o processo de prévia neste momento para ''confirmar o que todos já sabem''. O deputado federal se considera isento para falar contra as prévias para presidente por ter acabado de sair vitorioso de uma prévia que o escolheu como candidato ao governo do Distrito Federal.

''Não sou contra o instrumento da prévia, que foi criado e colocado em prática pelo PT, mas acho que o partido não precisa passar de três a quatro meses em uma discussão interna devido ao capricho de uma pessoa'', disse o deputado. Ele estava se referindo ao também pré-candidato à Presidência, senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Segundo Magela, o terceiro pré-candidato, Edimilson Rodrigues (PT-PA) já afirmou que retiraria sua pré-candidatura, caso Suplicy também desistisse da sua. Rodrigues é prefeito de Belém.

Caso não seja possível convencer os dois pré-candidatos a desistirem de sua pré-candidatura, Magela disse que pode lançar mão do estatuto do partido que estabelece as regras para a inscrição nas prévia. Segundo o estatuto, o interessado em participar da disputa deve ter o apoio de dois quintos do diretório nacional, equivalente a 32 dos 81 membros, 30% das direções regionais do partido, ou de 10% das direções municipais distribuídas em pelo menos dez estados. Ou ainda, com o apoio de 10% dos filiados distribuídos em no mínimo 15 Estados.

''Hoje, acredito que nenhum dos dois (Suplicy ou Edmilson), consegue cumprir uma das exigências'', disse o vice-líder do PT.

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