Vice-líder do PMDB desiste de reeleição
O vice-líder do PMDB na Câmara, Sandro Mabel (PMDB-GO), desistiu da reeleição e vai deixar a vida pública. As gotas dágua, às vezes, enchem o copo e derramam, justificou, alegando foro íntimo para a desistência.
As gotas foram episódios polêmicos que envolveram o nome dele. A primeira caiu quando o Edifício Palace 2, ruiu no Rio de Janeiro. Mas o que fez estrondo foi o telegrama de solidariedade enviado por ele ao ex-deputado federal Sergio Naya (sem partido-MG), o dono da Sersan, a construtora. Naya foi expulso do PPB, cassado pela Câmara, mas Mabel acredita que foi ele quem saiu marcado.
A segunda gota foi a acusação de cantar Aldriene Cristina, a mulher do colega Orcino Gonçalves (PMDB-GO). Mais que os tapas no rosto, dados por Gonçalves, Mabel garante que a intriga atingiu a honra de marido e de pai zeloso. A briga com o deputado Orcino pesou na minha decisão, disse Mabel, eleito com 62 mil votos e tido como reeleito pelas pesquisas, com até 100 mil votos.
O círculo de ciúmes, intgrigas e fofocas que cercaram Mabel, mais pelo prestígio e amizade com senador e candidato a governador de Goiás Iris Rezende (PMDB) e com o presidente Fernando Henrique Cardoso, também derrubou, nas duas últimas semanas, outros políticos goianos.
O ex-ministro da Saúde Henrique Santillo pediu afastamento da presidência do PSDB estadual, dispensou uma vaga de candidato a deputado federal e anunciou que não será candidato a nada. O deputado federal Roberto Balestra (PPB) desistiu da disputa do cargo de governador. (AE)





