Vice-governadora mantém silêncio sobre o caso
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
De Curitiba 
Assim que soube que o marido seria preso, a vice-governadora Emília Belinati (PTB) telefonou para o apartamento do casal, na Rua Belo Horizonte, no centro de Londrina, onde estava o ex-prefeito Antônio Belinati. Os dois tiveram uma conversa rápida, que teria durado menos de dez minutos. A vice-governadora pediu calma a Belinati e o orientou a acionar seus advogados de defesa. Ela aparentava nervosismo e chorou durante a conversa.
Belinati e Emília não sabiam os motivos que levaram a Justiça a decretar a nova prisão do ex-prefeito. A vice-governadora fez contato com um advogado em Londrina. Ele também não tinha detalhes dos motivos que embasaram a decisão da juíza substituta da 4ª Vara Criminal, Fabiane Karam. Emília avisou por assessores que não iria se manifestar. Na primeira vez em que o marido foi para a cadeia, em maio, a vice-governadora só quebrou o silêncio cerca de duas semanas depois da prisão.
O filho do casal, deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL), não foi localizado pela Folha para comentar a prisão do pai.
O secretário de Comunicação Social Rafael Greca, que esteve ontem em Londrina, não quis comentar a prisão. O governo não tem opinião sobre este assunto declarou Greca, cortando a conversa quando a reportagem lembrou que Belinati apoiou o governador Jaime Lerner (PFL) na campanha para o governo do Estado em 1998. (Dimitri do Valle e Rodrigo Souza Grota)


